
E depois de tanto tempo, volto a escrever, provavelmente pouco, já que não tenho tido muita paciência pra isso (nem sendo extremamente necessário pra mim, a pessoa mais complicada que tive - e tenho, diga-se de passagem - a obrigação de conviver).
Há exatos dois meses e seis dias, moro em Évora, região do Alentejo em Portugal.
Isso significa que durante todos esses dias tenho vivido loucuras, falta delas, conhecido novas pessoas, lugares, culturas, hábitos (mas hábitos não fazem parte da cultura?), enfim, vida nova, do estilo aquela que pedimos em toda virada de ano. A questão é saber viver a novidade.
Creio que tenho sabido fazê-lo, mas como sempre, nem sempre.
A bipolaridade permanece por aqui, e isso se faz necessário.
A angústia me acompanha, mas como diz meu amigo Daniel, isso não é mais novidade.
O novo me impressiona, mas deixa de sê-lo à medida em que o tempo passa.
Não, não estou infeliz ou insatisfeito. Na verdade minha mãe diria que a insatisfação faz parte da vida do ser humano. A infelicidade é, nesse momento específico, uma questão de escolha. Obviamente, não a minha.
Fiz amigos. E posso dizer que dos bons. Moro com enlouquecidos de natureza. Me encontrei.
Me sinto bem com os brasileiros que aqui vivem. Era esperado. Tornamos-nos uma família.
A saudade de casa é a grande companheira. Da minha mãe, em especial. (Quem diria, rapaz!)
Novos conhecimentos, em áreas próximas, mas que não deixam de ser distantes.
Habituado com as concepções teóricas da História Ocidental, aqui tenho a possibilidade de conhecer a teoria unida à prática da Arqueologia que chega até o Oriente. Grato estou por isso.
Pré-História, Arqueologia das Sociedades Proto-Históricas e História do Médio Oriente Antigo são as discipinas que faço.
Se me perguntam qual a importância disso para minha vida ou meu trabalho, caio na questão do conhecimento. Conhecer. É o que procuro.
Procuro também crescer, desenvolver, aprender com a diferença entre os diferentes e também entre os que se assemelham.
Pretendo compreender a idéia de respeito que às vezes coloco em questão sem estar certo do que digo.
O mais interessante é que eu não imaginava que a saudade doía tanto. Não para alguém como eu, conhecido pela insensibilidade que possui.
Espero voltar por aqui nos próximos dias. Que a preguiça e o desânimo não caiam mais uma vez sobre mim.
Essa foto é da cidade de Évora, mais especificamente de uma das vistas da Praça do Giraldo. Local de referência. Facilita deslocamentos e poupa tempo, já que aqui perde-se (ou perdia-se) fácil.
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